Maio Amarelo reforça a importância do cuidado permanente na segurança nas operações de transporte de cargas

20/05/2026

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Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ano de 2025 registrou 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, com 6.044 mortes e mais de 83 mil pessoas feridas. Embora os números indiquem redução em relação ao ano anterior, eles ainda permanecem elevados e reforçam a necessidade de ações contínuas voltadas à segurança viária.

Em escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência de acidentes de trânsito. Nesse contexto, o movimento Maio Amarelo, iniciativa internacional de conscientização criada a partir de mobilização da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, tem o papel de ampliar a visibilidade do tema e estimular reflexões sobre segurança no trânsito. Em 2026, a campanha traz como tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no entanto, a segurança viária precisa ser tratada como uma pauta permanente. A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) destaca que campanhas como o Maio Amarelo são importantes para ampliar o debate público e mobilizar a sociedade, mas que a construção de um trânsito mais seguro depende de ações contínuas ao longo de todo o ano.

“Campanhas como o Maio Amarelo têm um papel fundamental porque ajudam a manter o tema da segurança viária em evidência e reforçam que trânsito seguro é uma responsabilidade coletiva. No transporte rodoviário de cargas, essa conscientização ganha ainda mais relevância pela dimensão operacional do setor e pela importância para o abastecimento do país. Acidentes geram impactos humanos extremamente graves, além de prejuízos operacionais, econômicos e logísticos. Por isso, iniciativas de conscientização são importantes para reforçar que preservar vidas deve estar sempre no centro das operações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

Os fatores de risco para acidentes envolvendo veículos de carga são diversos. A falta de manutenção preventiva, o excesso de velocidade, a distração ao volante e o uso de celular durante a condução estão entre os mais recorrentes. Somam-se a esses fatores desafios estruturais das rodovias, sinalização inadequada e o aumento do fluxo de veículos leves em corredores utilizados intensamente por operações logísticas.

Para a FETCESP, a segurança no transporte não depende apenas do motorista, mas envolve toda a cadeia operacional, desde a gestão das empresas e o planejamento das operações até a qualidade da infraestrutura viária, a fiscalização e a conscientização dos diferentes usuários das rodovias.

“A construção de uma cultura de segurança exige atuação contínua das empresas. Entre as principais boas práticas estão programas permanentes de treinamento e reciclagem, acompanhamento da jornada operacional, manutenção preventiva rigorosa da frota e utilização de tecnologias de monitoramento e telemetria. Hoje, muitas empresas já utilizam sistemas inteligentes capazes de acompanhar o comportamento de condução, frenagens bruscas, excesso de velocidade e padrões de risco em tempo real. Empresas que desenvolvem essa cultura conseguem reduzir acidentes, melhorar produtividade e criar um ambiente operacional mais eficiente e sustentável”, finaliza Panzan.

Sobre a FETCESP

A Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo foi fundada em 1989 com a finalidade de representar o Transporte Rodoviário de Cargas no Estado de São Paulo junto às autoridades em todos os níveis das administrações pública e privada federal e estadual. Por isso, atua como órgão técnico e consultivo no estudo de soluções de questões ligadas ao transporte.

A Federação mantém comissões de trabalho formadas por empresários e assessorias jurídica e técnica especializadas. Os grupos participam de discussões sobre infraestrutura dos transportes, privatização das rodovias, terminais de cargas, tributos nas empresas de transportes, política trabalhista, acidentes no trabalho, roubo e desvio de cargas, multimodalidade, poluição veicular, legislação de trânsito e transporte de produtos químicos (perigosos), entre outros temas.