Longevidade e mudança no mercado de trabalho ampliam importância dos planos de saúde individuais entre idosos

29/10/2026

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Relatório do IESS mostra que, entre beneficiários com 80 anos ou mais, planos individuais ou familiares concentram 50,2% dos vínculos, enquanto empresariais representam 29,3% – A forma de acesso aos planos de saúde muda de maneira importante com o avanço da idade. Entre os beneficiários com 80 anos ou mais, os planos individuais ou familiares representam 50,2% dos vínculos médico-hospitalares, enquanto os coletivos empresariais respondem por 29,3%. O movimento é gradual. Entre 60 e 64 anos, os planos empresariais ainda concentram 61,5% dos beneficiários. Na faixa de 65 a 69 anos, essa participação cai para 50,6% e segue diminuindo nas idades mais avançadas.

Os dados são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 122, produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com informações de agosto de 2026. Clique e veja a íntegra do relatório ou acesse www.iess.org.br.

“A cobertura empresarial está fortemente presente nas faixas etárias mais ligadas à vida profissional. À medida que a população envelhece e essa relação com o mercado de trabalho se modifica, outras formas de contratação, especialmente os planos individuais ou familiares, ganham importância para a manutenção do acesso à saúde suplementar”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS.

O recorte etário ganha relevância também diante do avanço da população mais envelhecida na saúde suplementar. Em agosto, os planos médico-hospitalares reuniam 8,8 milhões de beneficiários com 59 anos ou mais, crescimento de 3,1% em 12 meses. Foi um aumento superior ao observado no conjunto do mercado, que cresceu 1,3% no mesmo período, passando a registrar 53,2 milhões de beneficiários.

As diferenças por faixa etária aparecem também no tipo de contratação. Entre 20 e 49 anos, mais de 80% dos beneficiários estão em planos coletivos empresariais. O maior porcentual ocorre entre 30 e 34 anos, quando essa forma de contratação concentra 82,7% dos vínculos.

Na outra ponta, os 12 milhões de beneficiários de zero até 18 anos representam 22,5% do total de vínculos médico-hospitalares. Mais de 70% desses beneficiários estão em planos coletivos empresariais. Nesse grupo específico – crianças e adolescentes com plano empresarial e titularidade identificada – 97,8% são dependentes.

“O plano empresarial tem papel central durante boa parte da vida adulta, enquanto, nas idades mais avançadas, cresce a relevância de outras modalidades para a continuidade da cobertura”, observa Vianna.

Embora os planos individuais venham perdendo beneficiários no total, sua participação é significativamente maior entre as faixas etárias mais avançadas.

A expansão da participação de idosos também se reflete no segmento exclusivamente odontológico. Entre os beneficiários com 59 anos ou mais, o crescimento foi de 9,8% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, chegando a 3,9 milhões de pessoas.

O segmento odontológico chegou a 37,3 milhões de beneficiários, crescimento de 7,7% em 12 meses, com acréscimo de 2,7 milhões de vínculos.

A NAB 122 mostra diferenças na composição dos beneficiários por faixa etária e tipo de contratação. Os dados não acompanham a trajetória individual de cada beneficiário e, portanto, não permitem afirmar que exista migração direta entre os diferentes tipos de plano.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.