Garantias digitais reduzem burocracia e aceleram contratos públicos e privados

15/07/2026

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Tecnologia elimina etapas manuais, encurta prazos e transforma a emissão de garantias em um processo mais ágil e eficiente – A transformação digital também chegou ao mercado de garantias corporativas e está mudando a forma como empresas contratam seguros garantia, cartas de fiança e outras modalidades exigidas em contratos públicos e privados. Processos que até poucos anos atrás dependiam de grande volume de documentos físicos, análises demoradas e etapas presenciais passaram a ser realizados de forma eletrônica, reduzindo burocracia e acelerando operações.

O movimento acompanha uma tendência observada em diversos setores da economia brasileira. O estudo Índice de Transformação Digital Brasil, elaborado pela PwC em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que as empresas vêm intensificando investimentos em digitalização para aumentar produtividade, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência dos clientes.

No mercado de seguros e garantias, a evolução tecnológica foi acompanhada pela ampliação do uso de documentos eletrônicos, assinaturas digitais e plataformas integradas, permitindo que operações antes realizadas ao longo de vários dias sejam concluídas em prazos significativamente menores.

Segundo Marcio Carneiro, diretor da Líder Afiançadora, a tecnologia alterou profundamente a dinâmica do setor. “Há poucos anos era comum que uma operação dependesse de diversos documentos físicos, trocas de informações manuais e análises mais longas. Hoje conseguimos reunir dados de forma digital, automatizar etapas e oferecer muito mais velocidade sem abrir mão da segurança técnica”, afirma.

Na avaliação do executivo, a redução da burocracia beneficia todos os envolvidos na operação. “Quando um processo ganha agilidade, todos saem ganhando. A empresa consegue cumprir prazos importantes, o contratante recebe a garantia mais rapidamente e o mercado se torna mais eficiente. A tecnologia passou a ser uma aliada da segurança e não apenas da velocidade”, explica.

Além da rapidez, a digitalização trouxe maior rastreabilidade das operações, integração entre sistemas e redução de falhas associadas a processos manuais. O avanço se tornou especialmente relevante em contratos públicos, nos quais o cumprimento dos prazos pode definir a participação ou não de uma empresa em uma licitação.

Para Carneiro, a tendência é que a tecnologia continue ampliando a eficiência do setor nos próximos anos, reduzindo custos administrativos e aumentando a competitividade das empresas que dependem de garantias para participar de projetos e contratos.

“O futuro passa por processos cada vez mais inteligentes, análises apoiadas por tecnologia, integração de dados e decisões mais rápidas. O desafio é tornar a experiência do cliente mais simples e eficiente, preservando o rigor técnico necessário às operações de garantia”, finaliza.