Planos odontológicos atingem recorde no Brasil, enquanto mercado médico-hospitalar mantém crescimento moderado

18/05/2026

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Nova edição da NAB do IESS mostra expansão da cobertura odontológica impulsionada pelo emprego formal e revela desigualdades regionais no acesso à odontologia suplementar – O número de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a 35,8 milhões de vínculos em março de 2026. O resultado representa crescimento de 3,6% em 12 meses, com incorporação de 1,24 milhão de beneficiários. No mesmo período, os planos médico-hospitalares alcançaram 53 milhões de beneficiários, com alta mais moderada, de 1,7% em relação a março de 2025, equivalente a 906 mil novos vínculos. Os dados fazem parte da nova edição da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 117), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) – clique aqui e acesse a íntegra do relatório.

A Análise Especial desta edição indica que a taxa nacional de cobertura dos planos exclusivamente odontológicos chegou a 16,8% da população brasileira em março de 2026. No entanto, o acesso permanece concentrado em regiões mais desenvolvidas economicamente. Enquanto o Sudeste apresenta cobertura de 22,8%, a Região Norte registra apenas 8%. Entre os estados, São Paulo lidera com taxa de 26,3%, enquanto Roraima possui apenas 2% da população coberta por planos odontológicos.

“O crescimento da odontologia suplementar é consistente e contínuo, mas ainda ocorre de forma muito desigual entre as regiões brasileiras. Os dados mostram uma forte associação entre cobertura odontológica, formalização do emprego e nível de desenvolvimento econômico”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS. “O dado é relevante porque é preciso pensar em mecanismos de estímulo ao mercado e também expansão de oferta de serviços odontológicos nas regiões menos desenvolvidas.”

O relatório mostra que a expansão do segmento odontológico continua fortemente sustentada pelos planos coletivos empresariais. Em março de 2026, essa modalidade concentrava 74,7% de todos os beneficiários de planos odontológicos, totalizando 26,8 milhões de vínculos. Nos últimos 12 meses, os planos coletivos empresariais cresceram 8,0%, enquanto os planos individuais e familiares recuaram 13,6%, com perda de mais de 906 mil beneficiários.

Esse comportamento acompanha a dinâmica recente do mercado formal de trabalho. No período analisado, o estoque de empregos formais no Brasil cresceu 2,5%, alcançando 49,1 milhões de vínculos celetistas ativos. Apenas o setor de serviços adicionou mais de 763 mil empregos formais em 12 meses.

“A saúde suplementar brasileira tornou-se cada vez mais dependente da dinâmica do emprego formal, especialmente no segmento coletivo empresarial. Isso vale tanto para os planos médico-hospitalares quanto para os odontológicos”, destaca Vianna.

A NAB também mostra que os planos médico-hospitalares mantêm trajetória de crescimento, embora em ritmo mais moderado. Em março de 2026, o setor contabilizava 52,97 milhões de beneficiários. O crescimento anual foi puxado principalmente pelas seguradoras especializadas em saúde, que avançaram 8,3% em 12 meses, e pela medicina de grupo, com alta de 3,3%. Em sentido oposto, modalidades tradicionais, como cooperativas médicas e autogestão, registraram retração no período.

A composição da carteira médico-hospitalar também segue passando por mudanças estruturais. Hoje, 84% dos beneficiários estão vinculados a planos coletivos, dos quais 87% pertencem ao segmento empresarial. Os planos individuais e familiares continuam em retração e perderam 177 mil beneficiários em 12 meses.

Outro movimento relevante identificado pela NAB é o envelhecimento gradual da carteira de planos médico-hospitalares. O grupo de beneficiários com 59 anos ou mais cresceu 3,1% em 12 meses, acima da média geral do setor. Foram adicionados cerca de 262 mil beneficiários nessa faixa etária, enquanto o grupo de 0 a 18 anos permaneceu praticamente estável.

“Os dados reforçam que o processo de envelhecimento da carteira continua sendo uma das transformações estruturais mais importantes da saúde suplementar, reflexo das mudanças da sociedade”, afirma Vianna.

A íntegra da NAB 117 está disponível no site do IESS:

www.iess.org.br

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.