Mesmo com seguro ativo, muitas transportadoras estão desprotegidas sem saber. Especialista em gestão de risco explica os erros mais comuns que comprometem a cobertura de carga nas estradas. Mesmo com o seguro de carga ativo, milhares de transportadoras brasileiras ainda correm um risco silencioso que pode comprometer toda a operação: descobrir, apenas após um roubo de carga ou acidente, que a indenização foi negada pela seguradora. O problema, muitas vezes, não está na ausência do seguro para transportadoras, mas em falhas na contratação da apólice, cláusulas pouco compreendidas ou erros operacionais que passam despercebidos no dia a dia.
O alerta ganha ainda mais força em um cenário de aumento da criminalidade nas rodovias brasileiras e crescimento constante dos custos logísticos. Na prática, um único sinistro sem cobertura adequada pode gerar prejuízos milionários, afetar o fluxo de caixa e até colocar em risco a continuidade financeira da empresa.
E os números mostram que o impacto já é realidade no setor. As indenizações pagas por seguros de transporte de cargas no Brasil somaram R$ 904 milhões apenas no primeiro trimestre de 2025, uma alta de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
Apesar do aumento nos pagamentos, especialistas alertam que muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para receber a indenização do seguro de carga justamente por descumprirem exigências previstas nas apólices, muitas delas desconhecidas pelos próprios contratantes.
“Ter o seguro não significa que qualquer ocorrência será automaticamente indenizada. As seguradoras analisam se todas as condições previstas na apólice foram cumpridas. Quando há falhas na operação ou no gerenciamento de risco, a transportadora pode assumir prejuízos que acredita estar protegida”, explica João Paulo Barbosa, especialista em gestão de risco e sócio-diretor da Mundo Seguro.
Segundo ele, um dos maiores erros das transportadoras acontece no momento da contratação do seguro de carga. Franquias, limites de indenização, exclusões contratuais e regras operacionais costumam passar despercebidos, e o problema só aparece no pior momento possível: depois do sinistro. “Em muitos casos, a transportadora descobre somente após o roubo que a apólice cobria acidentes, mas não incluía proteção contra furto qualificado ou desaparecimento de carga”, alerta.
Outro ponto crítico está na interpretação equivocada das coberturas contratadas. O que parece um detalhe burocrático pode se transformar em um enorme risco financeiro. Na prática, a falta de entendimento técnico da apólice cria uma falsa sensação de segurança que normalmente só é percebida quando o prejuízo já aconteceu.
Além disso, especialistas alertam que contratar um seguro padronizado pode ser um erro estratégico. Muitas transportadoras deixam de considerar fatores essenciais da operação logística, como o tipo de carga transportada, as rotas utilizadas, as regiões com maior índice de roubo e até o perfil da frota.
“O seguro precisa ser estruturado de acordo com a realidade da operação logística. Quando isso não acontece, a empresa pode descobrir tarde demais que determinadas situações não estavam cobertas”, afirma João Paulo.
Diante do aumento dos roubos de carga e da pressão financeira no setor de transporte rodoviário, revisar a apólice deixou de ser apenas uma tarefa administrativa e passou a ser uma medida de sobrevivência operacional. “A diferença entre uma cobertura adequada e uma proteção apenas aparente pode definir a continuidade financeira da empresa após um sinistro”, finaliza o especialista.
Sobre a Mundo Seguro: Referência nacional em seguros para transporte de cargas, a Mundo Seguro atua há mais de uma década com soluções sob medida para proteger operações logísticas em todo o Brasil. Fundada por João Paulo ainda na juventude, a corretora se destaca pela abordagem técnica, atendimento consultivo e profundo conhecimento das exigências legais e operacionais do setor. Especializada em apólices do segmento de logística como Transporte Nacional, RCTR-C, RC-DC e RCV, a empresa atende desde pequenos transportadores até grandes operadores logísticos com atuação multinacional. Com presença direta nas regiões mais afetadas por roubos de carga e um portfólio robusto de seguradoras parceiras, a Mundo Seguro é reconhecida pela agilidade, transparência e compromisso com seus clientes. Para saber mais, acesse: Corretora Mundo Seguro: http://www.corretoramundoseguro.com.br/


