Seguro paramétrico cresce no Brasil, mas requer sólida base de dados para ser mais eficaz, destaca estudo do FGV Agro

Divulgação: Agro

Diante das grandes mudanças climáticas e desastres naturais dos últimos anos registrados em todo o mundo, a modalidade de seguro paramétrico ou seguro de índice, que consiste em uma alternativa complementar aos modelos tradicionais de seguros, acionando indenizações com base em indicadores como temperatura, precipitação de chuvas ou produtividade média, sem o uso de vistoria de campo, deixando maior previsibilidade e agilidade operacional.

Em contrapartida, a efetividade depende de dados confiáveis e capacitação institucional. Mesmo assim, globalmente, o mercado de seguro paramétrico agrícola demonstrou um crescimento robusto, avaliado em US$ 5,9 bilhões em 2023, a expectativa é que esse número quase dobre (US$ 11,3 bi) em 2033. Os dados são do estudo “Seguros Paramétricos no Brasil – Oportunidades, limites e desafios”, elaborado pelo Observatório do Crédito e Seguro Rural do FGV Agro (Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas)

No Brasil, essa modalidade também cresce, mas em proporções bem menores, passando de quatro contratos, totalizando 186,5 hectares e a importância de R$ 470 mil, em 2021, para 171 apólices e 5.579 hectares, somando R$ 21,6 milhões segurados em 2024. No ano passado, somente de janeiro a abril, havia 63 apólices paramétricas, 5,2 mil hectares e R$ 10,8 milhões.

Entretanto, de acordo com os autores do estudo do FGV Agro, Vitor Ozaki e Daniel Miqueluti, a construção de um seguro paramétrico eficaz exige rigor na modelagem estatística e na precificação.

“O seguro paramétrico tem como maior desafio é a possibilidade do índice não refletir, adequadamente, a perda real experimentada pelo segurado individual. Pode ser que o agricultor sofra perdas substanciais sem que o índice atinja o gatilho ou contrário. A compreensão do seguro, que é mais abstrata que o seguro rural, pode também ser uma barreira para maior adesão, sobretudo, para os pequenos produtores”.

O estudo destaca ainda a ineficiência dos atuais dados sobre clima e produção agropecuária no Brasil. Para o seguro paramétrico, é preciso uma base robusta de dados meteorológicos histórico em tempo real.

Confira o estudo completo no anexo:

https://app.i-maxpr.com/x/1107/97c/97c9a5d3ea824ccbd85a0e814b27e3ec.pdf

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