IESS completa 20 anos transformando dados em conhecimento para a saúde suplementar

23/09/2026

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Instituto criado em 2006 chega às duas décadas com mais de 200 textos, estudos e artigos publicados e atuação consolidada na produção de conhecimento técnico para o setor – O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) completa 20 anos de atuação dedicados à produção de conhecimento técnico para a saúde suplementar brasileira. Criado em 2006, o Instituto chega às duas décadas com mais de 200 textos, estudos e artigos publicados, além de indicadores, pesquisas, eventos e iniciativas voltadas a subsidiar decisões de operadoras, reguladores, Poder Judiciário, academia e demais agentes do setor, além de produzir conhecimento que contribui para a compreensão, pelos beneficiários, do funcionamento dos planos de saúde.

Ao longo desse período, o IESS consolidou uma atuação baseada em independência analítica, rigor técnico e transformação de dados em informação qualificada. O Instituto acompanha a saúde suplementar sob três grandes pilares: Economia, Direito e Regulação e Promoção da Saúde.

“O maior patrimônio construído pelo IESS nesses 20 anos é a confiança no conhecimento que produzimos. Em saúde, decisões equivocadas têm consequências econômicas, assistenciais e sociais. Por isso, nossa função não é oferecer respostas convenientes, mas produzir evidências, fazer as perguntas necessárias e contribuir para que decisões cada vez mais complexas sejam tomadas com melhor informação e rigor técnico”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS.

Entre as iniciativas que se tornaram parte da história do Instituto está a criação do Índice de Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH/IESS), série iniciada em 2007 e que ajudou a disseminar no debate público uma distinção fundamental para o setor: a inflação geral de preços e a variação de custos em saúde são fenômenos diferentes.

O IESS também ampliou sua atuação para o estímulo à produção acadêmica. O Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar chega à 16ª edição em 2026 e se consolidou como uma das principais iniciativas de incentivo à produção acadêmica dedicada ao setor, aproximando pesquisadores dos desafios concretos da saúde suplementar. Na área jurídica, o Instituto estabeleceu uma agenda permanente de diálogo com magistrados, juristas e reguladores por meio do Congresso Jurídico, realizado anualmente.

“Quando criamos o IESS, entendíamos que um setor da dimensão e da importância da saúde suplementar não poderia evoluir apenas a partir de percepções ou interesses particulares. Era necessário estudar, medir, comparar e compreender. Vinte anos depois, olhar para o acervo que foi produzido e, principalmente, perceber esse conhecimento sendo utilizado pela academia, pelo mercado, pelo poder público e pelo Judiciário mostra que aquela ideia se transformou em um patrimônio institucional que ultrapassa o próprio Instituto”, afirma José Cechin, fundador do IESS e integrante do Conselho Diretor.

A agenda de produção de conhecimento ganhou novas frentes ao longo dos anos. Além de estudos, indicadores e análises periódicas, o IESS mantém iniciativas de educação, eventos e conteúdos audiovisuais e publica a Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS), destinada à circulação de pesquisas e análises sobre o setor.

Para marcar esse momento histórico, a RBSS publica uma edição especial de 20 anos, na qual José Cechin recupera a história do Instituto e reúne entrevistas inéditas com Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco Saúde), Geraldo Rocha Mello (Medial Saúde) e Patrick de Larragoiti Lucas (SulAmérica), três dos protagonistas da criação do IESS em 2006. A publicação traz ainda artigos de Marina Adami Modelski e Rogério Scarabel Barbosa sobre o novo modelo de fiscalização da ANS; Mauricio Pereira Lima, Gonzalo Vecina Neto e Alberto José Niituma Ogata sobre o papel do corretor na venda de planos empresariais; e Dalton Tria Cusciano, Ana Maria Malik e Alberto José Niituma Ogata sobre o transtorno do jogo como risco psicossocial emergente. Fábio Massaharu Nogi aborda o futuro da odontologia suplementar e a transição para a saúde baseada em valor. A edição reúne também análises sobre a trajetória regulatória do setor, o compartilhamento de dados pessoais em saúde, o avanço das doenças crônicas e da obesidade e as transições demográfica, nutricional e epidemiológica no Brasil. Acesse a íntegra da edição: https://rbss.org.br/index.php/RBSS/issue/view/6.

O artigo de Cechin também serviu de base para sua apresentação durante o XIII Congresso Jurídico de Saúde Suplementar, realizado em 11 de setembro, em Brasília, na qual abordou a trajetória de 20 anos do IESS. A apresentação está disponível no canal do IESS no YouTube: https://youtu.be/lX5QZ3cl57o?t=3868

O aniversário coincide com um novo ciclo de governança. Em 2026, Denizar Vianna assumiu a Superintendência Executiva, José Cechin passou a integrar o Conselho Diretor e, a partir de agora, a médica Thaís Jorge de Oliveira e Silva assume a Presidência do Conselho Diretor, tendo Gustavo Loubet Guimarães como vice-presidente.

“Celebrar 20 anos é reconhecer tudo o que tornou o IESS relevante, mas também assumir a responsabilidade de preservar sua independência e prepará-lo para os próximos desafios. A saúde atravessa uma transformação profunda, com novas tecnologias, envelhecimento populacional, mudanças nos modelos de cuidado, pressão crescente sobre custos e questões regulatórias cada vez mais sofisticadas. Quanto maior a complexidade, maior a necessidade de instituições capazes de produzir conhecimento confiável e criar pontes entre diferentes perspectivas. É esse papel que queremos fortalecer nos próximos anos”, afirma Thaís Jorge de Oliveira e Silva, presidente do Conselho Diretor do IESS.

Para Denizar Vianna, a marca de duas décadas deve ser entendida também como ponto de partida. “O conhecimento produzido há 20 anos ajudou o setor a compreender os desafios daquele momento. Nossa responsabilidade agora é produzir o conhecimento necessário para os próximos 20. Isso significa ampliar nossa capacidade analítica, incorporar novas fontes e métodos, fortalecer a aproximação com a academia, o poder público e o Judiciário e, sobretudo, continuar tratando a sustentabilidade da saúde em todas as suas dimensões: econômica, financeira, assistencial e social”, conclui.