Prejuízos com roubo de cargas chegam a US$ 6,6 bilhões com a evolução das táticas cibernéticas

04/05/2026

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O roubo de cargas na América do Norte se intensificou, tornando-se uma ameaça mais complexa e impulsionada pela tecnologia, com perdas totais estimadas em US$ 6,6 bilhões em 2025, de acordo com um novo relatório divulgado pela Geotab.

As descobertas destacam uma mudança na forma como as redes criminosas organizadas operam, indo além do roubo físico tradicional e adotando táticas cibernéticas mais sofisticadas que exploram vulnerabilidades em sistemas de logística digital.

O relatório, intitulado “Securing the Supply Chain: A 2026 Blueprint for Countering Smarter Theft” (Garantindo a Cadeia de Suprimentos: Um Plano para 2026 no Combate a Roubos Inteligentes), revela que o roubo de cargas não é mais dominado por incidentes oportunistas de “quebra e furto”. Em vez disso, os criminosos estão utilizando cada vez mais ferramentas como falsificação de GPS, credenciais de login roubadas e campanhas de phishing com inteligência artificial para infiltrar sistemas de gerenciamento de frotas e redirecionar remessas de alto valor sem serem detectados.

Essa convergência de ameaças cibernéticas e físicas está criando novos desafios para os operadores de frotas, muitos dos quais ainda não estão preparados para responder a esses riscos em constante evolução.

Preocupações com roubo de cargas aumentam

Dados de pesquisa destacam a crescente preocupação no setor. Entre 575 operadores de frotas dos EUA entrevistados, 38% relataram maior preocupação com roubo de cargas em comparação com o ano anterior, enquanto 34% disseram ter sofrido um incidente de roubo nos últimos 12 meses.

Os casos confirmados de roubo aumentaram 18% em relação ao ano anterior, com o valor médio por incidente subindo 36%, para aproximadamente US$ 274 mil. Certos setores, particularmente o de alimentos e bebidas, registraram um aumento acentuado de 47% na atividade de roubo, refletindo a busca por produtos de alta demanda e fácil revenda.

O impacto humano e operacional desses crimes também está se tornando mais pronunciado. Quase metade dos entrevistados indicou que o estresse relacionado a roubos e as preocupações com a segurança estão contribuindo para a exaustão dos motoristas e a rotatividade da força de trabalho.

Ao mesmo tempo, as seguradoras estão endurecendo os critérios de subscrição, exigindo cada vez mais evidências de medidas robustas de segurança digital e recursos de monitoramento em tempo real antes de oferecer condições de cobertura favoráveis.

Os efeitos do roubo de cargas vão além do setor de logística, atingindo também os consumidores. Mais da metade dos entrevistados relatou ter sofrido problemas relacionados a roubos de carga, frequentemente na forma de entregas atrasadas ou não realizadas.

Além disso, 37% dos respondentes associaram esses transtornos ao aumento dos preços ao consumidor, sugerindo que o roubo contribui para pressões inflacionárias mais amplas e riscos à reputação das empresas. (Fonte: Abrappe – Associação Brasileira de Prevenção de Perdas)