O Seguro da “Carga de Ouro”: a logística estratégica dos ovos de Páscoa

Caminhão

Com alto valor agregado e extrema sensibilidade térmica, transporte de chocolates exige coberturas específicas e gerenciamento de risco rigoroso para evitar prejuízos e repasse de custos ao consumidor – O transporte de ovos de chocolate durante o período da Páscoa é, reconhecidamente, um dos maiores desafios do calendário logístico brasileiro. Trata-se de uma operação que lida com produtos dealtíssimo valor agregado concentrados em uma janela temporal curtíssima, além de uma fragilidade física e térmica extrema. Para garantir que milhões de reais em mercadorias não “derretam” ou quebrem antes de chegar às gôndolas, o setor de segurosde transporte tornou-se o pilar central da viabilidade desta cadeia.

De acordo com Denis Teixeira, SVP Logística, Transportes e Alper Network da Alper Seguros, o planejamento precisa ser cirúrgico. “O seguro de transporte precisa olhar para dois pontos principais, são eles: a fragilidade física e sensibilidadetérmica. Por ser um produto de alto valor agregado, muito suscetível a avarias no manuseio/transporte, perdas por calor e variação de temperatura, mas também bastante exposto a perdas por roubo”, afirma o executivo.

Proteção contra o calor e a malha rodoviária

Um dos maiores temores dos transportadores é a falha técnica. Em um país de clima tropical e estradas com problemas de conservação, o risco de o chocolate perder sua condição de venda por derretimento ou trepidação é real. Denis esclarece que oseguro convencional nem sempre é suficiente para esses casos específicos.

“Como regra geral, não basta contar apenas com a cobertura básica. Se houver falha no sistema de refrigeração e o chocolate perder condição de venda, o ideal é que a apólice tenha cláusula específica para deterioração de carga ou variaçãode temperatura. Sem essa cobertura específica, existe risco real de discussão ou até de negativa, porque esse tipo de sinistro costuma exigir tratamento securitário através de cláusulas específicas”, explica Teixeira.

Além do fator térmico, a infraestrutura das estradas impõe riscos de quebras. Segundo o executivo da Alper, as apólices de embarcadores já buscam se adequar a essas trepidações excessivas, desde que haja a comprovação clara do nexo entre oevento (como um buraco ou acidente) e o dano à mercadoria.

Carga visada e o impacto no bolso do consumidor

A sazonalidade transforma o chocolate em um item “visado” pelo crime organizado. O aumento do volume de perdas neste período exige que as seguradoras e transportadoras intensifiquem o Gerenciamento de Risco. Medidas como rastreamento, monitoramento, usode iscas e escoltas tornam-se obrigatórias conforme o valor da carga aumenta.

Essa complexidade logística e o custo da proteção têm um destino final: o preço na etiqueta. Denis Teixeira aponta que a alta sinistralidade gera uma pressão direta sobre o frete e o prêmio do seguro. “Sim, esse custo pode chegar ao consumidorfinal. Seguro e eficiência logística entram diretamente na composição do custo de distribuição, e, quando há aumento de sinistralidade, seja por roubo de carga, avarias ou outras causas, a tendência é de pressão sobre o frete, prêmio de seguroe aumentam as exigências para investimentos em gerenciamento de risco. No fim da cadeia, parte dessa conta pode ser repassada ao preço do produto”, alerta.

Consultoria e gestão de riscos 360

Para mitigar esses problemas, a Alper Seguros atua além da apólice, focando na prevenção através de soluções como o Proteção 360. A plataforma de gestão integrada avalia rotas, pontos de origem, destino e até o acondicionamento dasembalagens.

“A lógica não é apenas reagir ao sinistro, mas trabalhar para evitar que ele aconteça”, diz Denis. “Hoje, o mercado está cada vez mais atento a esse tipo de exposição e busca combinar tecnologia, inteligência operacional e prevenção parareduzir perdas e dar maior segurança à operação.”

Mesmo com a ascensão do e-commerce e os desafios da “última milha” (last mile) — onde o controle de temperatura em veículos menores é mais difícil — o executivo reforça que a solução não é uma “apólice mágica”, mas sim a disciplinaoperacional. “Quanto mais pulverizada e sensível for a entrega, maior a necessidade de integração entre seguro, tecnologia de monitoramento e prevenção”, finaliza.

Sobre a Alper Seguros:

Fundada em 2010, a Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A. é referência nacional em gestão de seguros corporativos, benefícios, transportes, linhas financeiras, agro e demais segmentos. Com mais de 1.200 colaboradores e 28 escritórios em todoo país, a empresa se destaca pela inovação, tecnologia e compromisso com soluções eficientes, transparentes e socialmente responsáveis.

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