*Por Emídio Passos – Um seguro começa muito antes da assinatura de um contrato. Sua criação exige conhecimento técnico, avaliação de riscos, definição de coberturas e preparação de processos. Depois da contratação, outras tarefas entram em cena: esclarecer dúvidas, acompanhar solicitações e conduzir o atendimento quando o cliente precisa recorrer à proteção. Em cada uma dessas etapas, há profissionais cujas decisões fazem diferença na vida de pessoas e empresas.
O Dia do Securitário, celebrado em 19 de outubro, convida a refletir sobre essa contribuição. Reconhecer quem trabalha no setor significa compreender o peso de lidar com situações que podem afetar a renda de uma família, a recuperação de um patrimônio ou a continuidade de um negócio.
Os números ajudam a dimensionar esse compromisso. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), os mercados supervisionados pela autarquia pagaram R$ 172,79 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios entre janeiro e agosto de 2026. Desse total, R$ 54,26 bilhões correspondem a indenizações de seguros: recursos que chegaram a pessoas e empresas depois de um acidente, uma perda ou um imprevisto.
Por trás desses pagamentos, existe uma sequência de atividades que exige preparo. Há documentos a conferir, condições contratuais a observar, informações a explicar e prazos a cumprir. Para quem recebe o atendimento, porém, a experiência passa também pela forma como suas dúvidas são acolhidas e pela clareza sobre o que deve fazer.
É nesse encontro entre conhecimento técnico e sensibilidade que o trabalho dos profissionais de seguros ganha especial relevância. Uma pessoa que acaba de sofrer um acidente ou uma perda pode precisar de orientação em um momento de insegurança. Cabe às equipes oferecer informações corretas e compreensíveis, com respeito às circunstâncias de cada caso.
Esse cuidado também está presente antes de qualquer imprevisto. Explicar coberturas, limites e exclusões ajuda o cliente a compreender o que contrata. A confiança se constrói nessa relação cotidiana, pela coerência entre a informação apresentada, as condições do contrato e o atendimento prestado.
A evolução do mercado reforça a importância desse preparo. De janeiro a agosto de 2026, os seguros de danos e de pessoas, excluído o VGBL, somaram R$ 154,65 bilhões em receitas, com crescimento nominal de 6,30% em relação ao mesmo período de 2025, conforme a Susep. Essa expansão amplia a discussão sobre a capacidade das empresas de acompanhar as necessidades dos clientes com equipes qualificadas e processos bem estruturados.
A tecnologia participa desse esforço. Ferramentas digitais simplificam tarefas, organizam informações e dão agilidade às operações. Mas há decisões que nenhum sistema toma sozinho. Por isso, o desenvolvimento tecnológico precisa caminhar junto com a formação das pessoas.
Valorizar o securitário, portanto, envolve compromissos permanentes das empresas. Capacitação, condições adequadas de trabalho, diálogo entre áreas e oportunidades de desenvolvimento contribuem para a qualidade do serviço. Ouvir quem conhece a rotina das operações também ajuda a identificar dificuldades e aprimorar o atendimento.
Na Cobuccio Seguros, reconhecemos a contribuição de cada profissional que participa dessa construção. A proteção oferecida ao cliente depende de um trabalho compartilhado, no qual diferentes conhecimentos se complementam.
Neste Dia do Securitário, a homenagem vem acompanhada de uma convicção: cuidar de quem trabalha com proteção faz parte do compromisso de proteger. Cada análise criteriosa, cada informação clara e cada atendimento atento ajudam a transformar o que está em um contrato em confiança na vida cotidiana.
*Emídio Passos é diretor comercial da Cobuccio Seguros
Outubro Rosa começa com nova regra: planos terão que cobrir mamografia digital sem limite de idade
Advogada Jamily Borba de Alcântara explica o que muda para as pacientes e quais caminhos seguir em caso de negativa do plano de saúde – O Outubro Rosa começa este ano com uma mudança importante para as mulheres que utilizam planos de saúde. A partir de 1º de outubro, a mamografia digital passa a ter cobertura obrigatória sem restrição de idade, desde que exista indicação médica.
A mudança amplia o acesso ao exame e reforça a importância da avaliação individual de cada paciente. Até então, a cobertura estava vinculada a critérios específicos de faixa etária, o que poderia gerar dúvidas e negativas em algumas situações.
Para a advogada Jamily Borba de Alcântara, especialista em Direito da Saúde e do Consumidor, a nova regra representa um avanço importante.
“A decisão médica precisa ter peso central na definição da necessidade do exame. Se existe indicação clínica, a idade, por si só, não pode ser utilizada como justificativa para impedir o acesso da paciente à mamografia digital”, explica.
O tema ganha ainda mais relevância durante o Outubro Rosa. O câncer de mama segue entre os tipos mais incidentes entre as mulheres no Brasil e o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para ampliar as possibilidades de tratamento.
Segundo Jamily, caso o plano negue a cobertura mesmo diante de indicação médica, a paciente deve solicitar a justificativa por escrito e guardar todos os documentos, pedidos médicos e protocolos de atendimento.
“É importante formalizar tudo. A negativa precisa ser analisada à luz do contrato e das regras da ANS. Dependendo do caso, a paciente pode registrar reclamação na agência reguladora e também buscar orientação jurídica para garantir o acesso ao exame”, orienta.
Para a advogada, a mudança reforça uma discussão que vai além da campanha de conscientização.
“O Outubro Rosa fala sobre prevenção, mas também precisa falar sobre acesso. Não basta incentivar a mulher a procurar atendimento se, quando ela precisa realizar um exame indicado pelo médico, encontra uma barreira administrativa”, conclui.



