(*) Por: Ivanildo Sousa – CEO e Editor da Agência Seg News – Não sou um “Dinossauro do Mercado” e nem contra os avanços e desenvolvimento proporcionado pela tecnologia. No passado, quando a Internet começou a ser o “novo”, muitos profissionais do segmento de corretagem de seguros demonstraram muita insegurança e via a ferramenta como uma ameaça. Isso porque os impasses com as seguradoras ligadas aos conglomerados financeiros, ou seja, a venda dos seguros nos bancos através de ofertas questionáveis eram uma realidade e poderia piorar. Claro, isso mudou um pouco em função de ações de algumas companhias que apoiam significativamente os corretores de seguros através de parcerias.
Vamos continuar a falar sobre SEGURO?
Claro que essa pergunta é uma provocação no sentido positivo. Hoje, na maioria dos eventos aos quais tenho sido convidado, a tecnologia tem sido o foco principal, senão o único fator abordado. Sem dúvida que hoje é essencial e, em muitos casos, se sobrepõe ao produto final. Como, por exemplo, o do Ifood. Hoje, ninguém entra em contato diretamente ou, sequer vai se lembrar do restaurante que o serviu ou mesmo do motorista que o atendeu através do UBER, 99….
Participei de um evento a convite de uma assessoria de imprensa de determinada seguradora. Durante a breve apresentação do novo produto, o executivo explicou sobre as facilidades de contratação no aplicativo, sobre as assistências oferecidas etc. Aí eu perguntei se o produto tinha coberturas de riscos. Se era um Seguro? Aí ele disse: há sim, também tem. Ou seja, cadê o SEGURO?
O que preocupa é a crescente falta de técnicos de seguro no mercado. Isso eu venho percebendo através de contato com diversos corretores de seguros experientes com os quais tenho contato e também através dos cursos oferecidos pelo Centro de Capacitação Profissional Seg News (CCPSegNews). Ainda bem que temos essa demanda com pessoas que estão entrando no mercado e procurando aprender, se capacitar. A entrega do seguro é na HORA DO SINISTRO e se o contrato não estiver bem estipulado, o negócio pode complicar. Investimento em tecnologia é fundamental, mas não menos que na INTELIGÊNCIA PESSOAL. O profissional capacitado é o principal diferencial em qualquer segmento ou organização. No setor de seguros então… Aí tem ainda a NOVA LEI DOS SEGUROS…Vou falar sobre isso no próximo artigo.