Especialistas apontam virada da Inteligência Artificial da fase de testes para a aplicação real e foco em governança no setor de seguros

14/10/2026

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Em encontro virtual, executivos da add, Insurtech Brasil e SAS debateram os principais insights apresentados no ITC Vegas 2026 – Após o encerramento do maior evento de inovação e tecnologia em seguros do mundo, a add reuniu lideranças do setor para fazer um balanço das principais discussões apresentadas no ITC Vegas 2026 e analisar como essas transformações impactarão a agenda das seguradoras nos próximos meses.

O debate contou com a participação de Ricardo Gondim, CTO da add; José Prado, presidente do Insurtech Brasil; e de Ricardo Saponara, Advisory Risk, Fraud & Compliance LATAM da SAS.

Um dos pilares do debate foi o avanço da IA generativa e da tecnologia agêntica. Se nos últimos anos o mercado discutia conceitos básicos e modelos de linguagem (LLMs), a edição de 2026 do InsureTech Connect (ITC) deixou claro que a automação agora permeia toda a cadeia de valor — da subscrição de riscos ao atendimento e gestão de sinistros.

Para Ricardo Gondim, CTO da add, uma das coisas que mais chamou a atenção foi o volume de soluções focadas em IA generativa e preditiva aplicadas diretamente no mercado segurador. “Foi algo impressionante, como eu ainda não tinha visto em edições anteriores. A feira reuniu centenas de fornecedores de tecnologia e uma delegação brasileira forte, composta por seguradoras e especialistas”

Segundo ele, a aplicação da tecnologia atingiu um nível de maturidade muito grande e está efetivamente mudando a forma como os processos internos acontecem. “O mercado caminha para uma fase mais profunda de transformação e muita coisa será repensada por completo. Agora, por exemplo, os agentes autônomos e a IA autônoma já estão dentro dos processos de sinistro, subscrição e atendimento”.

Governança, “Human in the Loop” e o desafio do custo

Outro tema central foi a urgência de estabelecer governança e controle de custos no uso de IA. Com novas legislações internacionais(como o EU AI Act, da União Europeia, e outras regulamentações norte-americanas) e exigências crescentes de transparência nos algoritmos de subscrição e prevenção à fraude, manter a rastreabilidade e a figura humana no processo de decisão (Human in the Loop)tornou-se imperativo.

Ricardo Saponara, executivo da SAS responsável por Advisory Risk, Fraud & Compliance na América Latina, destacou que a adoção corporativada inteligência artificial exige muito mais do que incorporar novas tecnologias: é necessário garantir governança, integração e previsibilidade de custos.

“O desafio não é apenas combinar IA tradicional, generativa e agentes inteligentes, mas garantir que suas decisões sejam confiáveis, auditáveis e economicamente sustentáveis. Com a cobrança por tokens, o custo da IA também precisa ser planejado e controlado. Tecnologias como RAG e MCP ampliam as possibilidades de integração, mas não eliminam a necessidade de governança, rastreabilidade e supervisão humana. Para a indústria de seguros, essa transformação representa a oportunidade de evoluir de um modelo reativo para uma atuação cada vez mais preditiva e preventiva.”

Redução de atrito, seguros integrados e ecossistema de startups

O debate também abordou o amadurecimento das Insurtechs e a evolução da interface entre pessoas e sistemas. A comunicação conversacional tende a substituir o preenchimento de formulários complexos e portais engessados, impulsionada por protocolos como o MCP (Model Context Protocol) e o RAG (Retrieval-Augmented Generation).

Para José Prado, presidente do Insurtech Brasil, o cenário atual é o mais promissor em anos para executivos e empreendedores do setor. “Mesmo tendo participado de várias edições desse evento, eu não via os executivos tão animados com o futuro do mercado como agora. Há uma grande empolgação com o potencial do que vamos poder fazer, com ideias que há dez anos eram impossíveis. As startups hoje têm uma capacidade incrível de materializar e testar soluções rapidamente, e as seguradoras estão prontas para amplificar o que funciona.”

Foi consenso entre os participantes que a Inteligência Artificial (IA) no mercado segurador mundial deixou definitivamente o campo da experimentação e dos protótipos, ingressando na fase de produção, com foco no retorno sobre o investimento (ROI), eficiência operacional e governança.

A íntegra desta edição especial do addplay “Pós-ITC Vegas: da tendência à decisão” pode ser vista no canal oficial da add no YouTube.

Sobre a add

Fundada em 1998, a add é uma empresa de tecnologia, referência em desenvolvimento e gestão de projetos, transformação digital ágil e outsourcing estratégico para seguradoras. Com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Miami (EUA), a empresa oferece um portfólio amplo e flexível de soluções, abrangendo desde sistemas regulatórios até automação de processos e desenvolvimento rápido de produtos de seguros.