“Não podemos esperar que esses clientes venham até nós”, disse o presidente da companhia, que reforçou a necessidade de se criar soluções mais acessíveis e uma atuação mais próxima dos corretores – O mercado segurador brasileiro ainda tem uma parcela significativa da população sem qualquer tipo de proteção e avançar sobre esse espaço exige mais do que ampliar a distribuição dos produtos.Essa foi uma das principais reflexões apresentadas por Eduard Folch, presidente da AllianzBrasil, durante o painel “A nova era da distribuição de seguros no Brasil e o futuro do setor”, realizado na sexta-feira (28) no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Promovido pela Fenacor, o evento reuniu mais de 4 mil profissionais no Rio de Janeiro em três dias.
Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, no 24ºCongresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Crédito: Ayumi Yamamoto.
Na ocasião, o executivo destacou que 71% da frota nacional não possui seguro, 83% das residências não contam com cobertura e que menos de 5% da superfície plantada no Brasil está protegida, mesmo o agronegócio sendo um dos grandes motores econômicos do país. Os números representam uma oportunidade de crescimento, mas também a responsabilidade de entender por que parte dos brasileiros permanecem fora do mercado. “Não podemos simplesmente concluir que quem não compra seguro não precisa de proteção. Muitas vezes,a solução ofertada não está adequada à necessidade ou à capacidade financeira daquela pessoa. Nem todos precisam do mesmo produto ou da mesma jornada”, afirmou.
Na avaliação de Eduard, é preciso encontrar caminhos para que o seguro faça sentido às diferentes realidades de um país tão diverso, o que exige uma mudança de perspectiva do próprio setor. Isso começa com o desenvolvimento de soluções mais acessíveis. “Nós,da Allianz, oferecemos desde opções enxutas às mais premium justamente para alcançar tanto quem procura por um produto mais simples e que não abre mão de estar protegido, quanto aqueles que desejam um seguro mais completo em coberturas e assistências”, explicou.
Além disso, é preciso avaliar novas maneiras de se chegar principalmente às classes B e C. “Essa população tem patrimônio e renda suficiente para necessitar de uma cobertura. Ignorar esse fato é um risco grande e não podemos esperar que esses clientes venhamaté nós”, disse o presidente, fazendo um paralelo com outros setores que já vivenciaram a mesma realidade. “No mercado financeiro, por exemplo, as fintechs conseguiram oferecer um serviço apropriado a essas pessoas. São empresas que escalaram no país. Inclusive, algumas delas se tornaram grandes marcas”. No Brasil, a própria infraestrutura financeira abre espaço para essa evolução, sendo o Pix uma solução que reduziu as barreiras e tornou os pagamentos mais acessíveis, condições que também podem ser aproveitadas pelo mercado de seguros.
No entanto, a grande oportunidade não se resume apenas em alcançar quem não conta com seguro, mas principalmente em criar uma cultura de proteção entre essas pessoas. “Vocês, corretores, podem mostrar os riscos pelos quais eles estão expostos, reforçando oseguro como uma prioridade dentro da despesa familiar. A criação dessa cultura se encontra muito na mão de vocês justamente por estarem em contato direto e mais próximo dos clientes”, declarou. O presidente da Allianz Brasil finalizou enfatizando os corretores como elementos imprescindíveis também para ajudar as seguradoras a criar os sistemas, produtos e a tecnologia necessária para fortalecer a cultura do seguro no Brasil.
Presença na Sala de Negócios e na Exposeg
Além da participação no painel principal do Congresso, a Allianz manteve uma agenda de relacionamento com os corretores na Sala de Negócios. Entre sexta-feira (28) e sábado (29), o espaço recebeu seis apresentações de executivos da companhia sobre diferentes segmentos e oportunidades. As palestras incluíram temas relacionados às carteiras de Frotas, Vida, Transportes, Patrimoniais e Engenharia, Automóvel e Massificados.
Na Exposeg, voltada ao relacionamento e aos negócios, as lideranças da seguradora receberam os congressistas em um estande exclusivo. Quem visitou o espaço também pode participar de duas ativações: no “Plinko Alliadoz”, foram apresentados, de maneira interativa, os pilares e benefícios do principal programa de relacionamento da companhia. Já o “Quiz Allianz” testou os conhecimentos dos participantes sobre diversos temas relacionados à empresa, promovendo o engajamento e a conexão com a marca.
Sobre a Allianz Seguros
No Brasil há 120 anos, a Allianz Seguros atua em Ramos Elementares e Vida e está presente em todo o território nacional, por meio de 63 filiais, além de 45 assessorias e mais de 36 mil corretores de seguros em todo o país.
Tendo como premissa desenvolver ações de longo prazo, tanto nos seus negócios como no campo social, há mais de 30 anos um grupo de funcionários criou a ABA – Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz. Nesse período, mais de 12 mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita (zona Leste de São Paulo) foram atendidos pela ABA, por meio de atividades complementares à educação formal, como artes, esportes e inclusão digital.
Foto: Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, no 24ºCongresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Crédito: Ayumi Yamamoto.



