ANSP Café debate primeira emissão aberta de Letra de Riscos de Seguros do Brasil

18/08/2026

Publicidade Bradesco Seguros
BANNER AXA SEG NEWS
Publicidade: AXA no Brasil
Publicidade: Analysis
Publicidade: EXB Agency

Gostou desse conteúdo? Deixe o seu like e compartilhe!

Estudo de caso da operação da AVLA Brasil reuniu especialistas para discutir desafios, aprendizados e perspectivas para o desenvolvimento das LRS no mercado brasileiro – A Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) realizou, no dia 11 de agosto, mais uma edição do ANSP Café Live, desta vez dedicada à Letra de Riscos de Seguros (LRS). Com o tema “Estudo de caso: a primeira emissão aberta de LRS do Brasil – lições e aprendizado”, o encontro apresentou, de forma prática, os principais aspectos envolvidos na estruturação e execução da operação realizada pela AVLA Brasil, em parceria com a Galápagos Capital.

A iniciativa teve como proposta aproximar o público de uma ferramenta ainda recente no mercado brasileiro, criada a partir da Lei nº 14.430/2022, e mostrar, a partir de uma experiência concreta, como a LRS pode conectar o mercado de seguros ao mercado de capitais. Durante o evento, os participantes destacaram o potencial do instrumento para ampliar a capacidade de absorção de riscos e criar novas alternativas de transferência de riscos para o setor.

A abertura foi conduzida pela Ac. Ana Paula Costa, advogada e Diretora de Eventos da ANSP, seguida pela contextualização da Ac. Márcia Cicarelli Barbosa de Oliveira, advogada e Vice-Coordenadora da Cátedra de Contrato de Seguros da ANSP. Na sequência, o Ac. Pedro Guilherme Gonçalves de Souza, advogado e Coordenador da Cátedra de Contrato de Seguros da ANSP, apresentou os fundamentos da LRS e explicou a estrutura jurídica e financeira que envolve a operação.

O painel principal contou com a participação de Caio Lhano de Azevedo, Diretor de Seguro de Crédito da AVLA Brasil, e Octávio Kurosaka, Diretor de LRS e Resseguro da Galápagos Capital, que compartilharam os bastidores da primeira emissão aberta de LRS do país.

Entre os principais pontos discutidos esteve a escolha do seguro de crédito como risco a ser transferido. Segundo os participantes, a operação surgiu a partir da necessidade de um segurado que demandava um limite de crédito superior à capacidade disponível da seguradora. A LRS foi estruturada como uma alternativa para ampliar essa capacidade, aproximando investidores do mercado de capitais de uma operação de seguros.

O caráter pioneiro da operação também trouxe desafios importantes. Um dos principais foi a necessidade de apresentar e explicar o novo instrumento aos investidores, que ainda não estavam familiarizados com a LRS. A experiência mostrou a importância de aproximar as linguagens dos mercados de seguros e de capitais e de estruturar uma operação com um risco conhecido pelos investidores, facilitando a compreensão e a análise da oportunidade.

Outro aspecto destacado foi o potencial da LRS como instrumento complementar de capacidade para o mercado segurador. No caso apresentado, a capacidade tradicional disponível não era suficiente para atender integralmente à necessidade do segurado, e a nova estrutura permitiu mobilizar recursos adicionais do mercado de capitais. A perspectiva apresentada pelos participantes é de que, com a evolução do mercado, o mecanismo possa ser utilizado também para outros tipos de riscos.

A discussão também abordou os desafios regulatórios e jurídicos de uma operação que transita entre dois ambientes. Para Octávio Kurosaka, um dos pontos centrais está justamente em fazer com que os mercados de seguros e de capitais compreendam suas respectivas características e encontrem estruturas capazes de conectar esses dois universos. O processo de maturação do instrumento, segundo ele, tende a contribuir para sua consolidação no mercado brasileiro.

Ao final, os participantes ressaltaram as perspectivas de expansão da LRS, especialmente diante de riscos cada vez mais complexos. Riscos climáticos, catastróficos e outras modalidades foram citados como possibilidades para futuras operações, reforçando o potencial do instrumento para contribuir com a ampliação da capacidade de cobertura e com o desenvolvimento do mercado de seguros brasileiro.

Para a ANSP, o debate reforçou a importância de promover espaços de discussão sobre novas ferramentas e soluções para o setor. Como destacou Ana Paula Costa no encerramento, a experiência apresentada trouxe uma visão mais concreta sobre a LRS, evidenciando tanto os desafios que ainda precisam ser enfrentados quanto as oportunidades que se abrem para o mercado.

Assista à íntegra
A gravação completa do ANSP Café Live – Letra de Riscos de Seguros (LRS) está disponível no canal da ANSP no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=hbUg61UP8MM