Especialista explica como a modalidade reduz a imobilização de recursos e amplia a competitividade no ambiente corporativo – O seguro garantia vem ganhando espaço no Brasil em meio ao avanço de projetos de infraestrutura, concessões e maior rigor na gestão de contratos públicos e privados. Em 2025, o mercado movimentou mais de R$ 6 bilhões em prêmios, segundo dados da SUSEP, e a expectativa é de crescimento para cerca de R$ 7 bilhões em 2026, acompanhando a demanda por instrumentos que reduzam riscos e preservem capital das empresas. Nesse cenário, o seguro garantia é uma solução utilizada em licitações, contratos e processos judiciais para assegurar o cumprimento de obrigações assumidas por empresas.
A estrutura da operação envolve três partes: o tomador, responsável pela execução da obrigação contratual; o segurado, beneficiário da garantia; e a seguradora, que realiza a análise de risco e emite a apólice. O seguro garantia pode ser utilizado em diferentes contextos, incluindo garantias para licitações, execução de contratos, retenção de pagamentos, adiantamento de valores e processos judiciais. A diversidade de aplicações têm contribuído para ampliar sua adoção em segmentos como construção civil, infraestrutura, energia, agronegócio e serviços.
Na prática, a apólice garante que a empresa contratada cumpra as obrigações previstas em contrato. Em caso de inadimplência, o segurado pode ser indenizado até o limite estabelecido na cobertura. Nesse contexto, o seguro garantia surge como alternativa a instrumentos tradicionais de garantia, como depósitos judiciais, cauções e fianças bancárias, permitindo que as empresas preservem recursos para suas operações e investimentos.
Para Edson Barros, sócio-diretor da Acoy, insurtech especializada em seguro garantia, a modalidade deixou de ser apenas um instrumento contratual e passou a ocupar um papel estratégico na gestão financeira das empresas. “O seguro garantia é um exemplo de como a inovação está mudando diretamente a forma de fazer negócios. Com menos etapas operacionais e mais agilidade, as empresas podem tomar decisões mais rapidamente, melhorar sua eficiência e aumentar a competitividade no mercado”, afirma o executivo.
Um dos principais diferenciais do seguro garantia está na sua capacidade de oferecer proteção contratual sem exigir a imobilização de recursos financeiros. Enquanto modalidades como caução em dinheiro impactam diretamente o caixa da empresa e a fiança bancária consome limites de crédito, o seguro garantia permite atender às exigências contratuais preservando liquidez e capacidade de investimento. Além disso, costuma apresentar custos mais competitivos e maior flexibilidade para empresas que participam de licitações ou executam contratos de longo prazo.
“A modalidade tem ganhado relevância na gestão financeira corporativa por possibilitar maior eficiência na alocação de capital, sem comprometer linhas de crédito ou o capital de giro. Com isso, as empresas conseguem manter liquidez para investir em expansão, contratar equipes e ampliar sua capacidade operacional, ao mesmo tempo em que atendem exigências contratuais “, pontua.
Segundo Edson, o avanço da modalidade em 2026 está diretamente ligado à busca das empresas por eficiência financeira, digitalização de processos e necessidade de preservar liquidez em um cenário de maior pressão por produtividade e capital de giro. A Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021) também ampliou o uso do instrumento no país, ao incorporar mecanismos como o “step-in”, que permite maior segurança na continuidade de projetos em caso de inadimplência ou paralisação de obras, um ponto relevante em um cenário em que o Brasil ainda registra milhares de projetos interrompidos.
No ecossistema do setor, corretoras especializadas atuam na intermediação entre empresas e seguradoras, apoiando na definição da modalidade adequada, na obtenção de limites, na negociação de condições, na emissão de apólices e na gestão de renovações e sinistros. Dentro desse panorama, a Acoy, fundada em 2018, atua na modernização de um segmento historicamente burocrático, simplificando a contratação e a gestão do seguro garantia por meio de uma plataforma digital que centraliza cotação, emissão e administração de apólices em um único ambiente.
“Historicamente, a contratação de seguro garantia envolvia troca de documentos por e-mail, análises descentralizadas e processos que podiam levar dias para serem concluídos. A Acoy centraliza toda essa operação em um único ambiente digital, permitindo que cotações, emissões e acompanhamentos sejam realizados em minutos, com maior visibilidade e controle para empresas, corretoras e seguradoras”, explica Edson.
Em um ambiente de negócios cada vez mais pressionado por eficiência, liquidez e velocidade na tomada de decisão, o seguro garantia vem consolidando seu papel como uma ferramenta estratégica para empresas de diferentes portes e setores. Mais do que atender exigências contratuais, a modalidade contribui para otimizar o uso do capital, ampliar a capacidade de investimento e fortalecer a competitividade das organizações em um cenário econômico que exige planejamento financeiro, gestão de riscos e maior produtividade.
Sobre a Acoy
Fundada em 2018, a Acoy é uma insurtech especializada em seguro garantia. A empresa desenvolveu uma plataforma digital que centraliza a cotação, emissão e gestão de apólices, conectando 39 seguradoras em um único ambiente. Com foco em simplicidade, agilidade, segurança e eficiência operacional, a tecnologia transforma um processo que tradicionalmente levava entre 48 horas e até cinco dias em uma operação concluída em poucos minutos. Atualmente, a companhia atende cerca de 30 clientes corporativos, possui aproximadamente mil usuários ativos e emite cerca de 4 mil apólices por mês, contribuindo para a modernização e digitalização do mercado segurador brasileiro.



